Tipos de Café

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Cafés Aromatizados
São cafés para quem gosta de sentir o aroma e o sabor da modernidade e quem tem um estilo de vida cosmopolita.
Comum nos países do Oriente Médio, onde o cardomomo e a canela são acrescentados desde a antiguidade, a produção do café aromatizado é realizada a partir da incorporação de óleos essenciais que contém aromatizantes como nozes, baunilha, cremes de frutas, entre outros.
Estes cafés são ideais para serem consumidos durante um happy-hour ou em reuniões informais, acompanhados principalmente de bolos, pães-de-queijo ou biscoitos caseiros.


.:: Cafés Regionais::.
Em função da diversidade de cafés (cultivares), latitudes, altitudes e métodos de preparo diferentes, surge uma enorme gama de aromas e sabores que caracterizam sua região de origem.
Minas Gerais possui quatro regiões produtoras, que respondem por cerca de 53% de todo o café produzido no Brasil.

Café do Cerrado
Os Cafés do Cerrado são produzidos em ambiente de savana de planalto, em áreas que nunca foram florestadas, a altitudes entre 800m e 1.000m. O Cerrado de Minas Gerais é caracterizado por estações bem definidas: verões quentes e chuvosos são seguidos por invernos secos e frios, ou seja, o clima ideal para o cultivo de cafés naturais de alta qualidade.
O cultivo de café no Cerrado, iniciado apenas no final dadécada de 1970, incorporou sofisticadas pesquisas agronômicas e se tornou um negócio de alta tecnologia. Foi desenvolvida toda uma tecnologia específica para plantar café em uma terra antes inóspita.
A área é caracterizada por grandes fazendas, embora existam também algumas de porte médio. O café é plantado em filas ou "renques" para permitir o cultivo e a colheita mecanizados.
O padrão climático do Cerrado é singular e ajuda a produzir excelente café arábica processado por via natural. A florada é concentrada, o amadurecimento é uniforme e é acompanhado por bastante luminosidade, ajudando a fixar aroma e doçura.
Os Cafés do Cerrado naturais são caracterizados pela bebida fina, corpo forte e excelentes aroma e doçura. São considerados como um ingrediente chave de muitos blends [ligas] de café espresso. Alguns cafeicultores do Cerrado produzem café cereja descascado e, em número ainda menor, café processado por via úmida (despolpado).
Existem mais de 4.300 fazendas de café no Cerrado com área total de 135.000 hectares, distribuídas em 48 municípios. A produtividade média, de 24 sacas por hectare, é uma das mais altas do Brasil e do mundo, sabor parecido com o dos naturais, porém com uma maior consistência. Um número reduzido de produtores produz café pelo método despolpado.


sindiCafé - Cafés Gourmet
São aqueles cafés considerados mais raros e exclusivos, excelentes, que possuem somente atributos de qualidade positivos, características únicas e marcantes.

Esses cafés normalmente possuem doçura própria, muitas vezes dispensando o uso de açúcar, além de aroma e sabor lembrando cereais torrados, flores, frutas ou achocolatados.

A torra, para melhor aproveitamento dessas raras características, deve ser moderadamente clara a moderadamente escura, podendo ser preparado preferencialmente em máquinas de café expresso.
São ideais para serem consumidos no dia-a-dia, principalmente quando se quer ganhar em qualidade e sabor.
Estes cafés devem ser preparados unicamente com cafés arábica, de tipos 2 a 4 (COB - Classificação Oficial Brasileira), com ausência de defeitos intrínsecos e extrínsecos.

Visando a preservação das características do produto, as embalagens devem ser à vácuo (tijolo), com atmosfera inerte (pacotinho almofada que fica em pé) ou valvuladas (válvulas aromáticas).


Cafés Descafeinados
São cafés destinados a quem possui um estilo de vida diferenciado, mas não quer perder qualidade, nem sabor.
O processo de preparo desses cafés, ocorre com a remoção da cafeína dos grãos de café, envolvendo a imersão dos grãos em água e filtragem da cafeína por um filtro de carbono. Nesse processo há a remoção de todo o sabor do grão, que é reincorporado após a destilagem dos sabores retidos na água da imersão e sua posterior pulverização nos grãos.
Para quem prefere reduzir a ingestão de cafeína, basta dar preferência a cafés com torra clara ou média, preparados em máquinas de expresso.
São ideais para consumo após refeições leves, onde saladas e carnes brancas forem privilegiadas.


Café da Chapada de Minas
A Chapada de Minas é uma região pequena de topografia singular; planaltos com desfiladeiros cortados por rios.
O plantio de café na área começou em propriedades grandes, depois se alastrando para propriedades vizinhas menores. A cafeicultura trouxe benefícios econômicos a uma região altamente carente de oportunidades de emprego. De todas as regiões produtoras, o café tem aqui sua maior importância para o produtor de pequeno porte e para a economia local.
Embora a maioria do café da Chapada de Minas seja processada por via natural, os melhores são despolpados produzidos em fazendas grandes. O cultivo de café cereja descascado vem crescendo como uma alternativa interessante para ambos pequenos e grandes produtores.


Cafés Orgânicos
A preocupação do homem em se aproximar da natureza, originou um mercado consumidor preocupado em adquirir produtos agrícolas sem agrotóxicos, por esses auxiliarem na preservação do meio ambiente e consequentemente a saúde humana.
O sistema de produção de café orgânico pode ser equiparado ao sistema tradicional de produção de café que se utilizava no final do século XIX.
São ideais para serem consumidos durante reuniões de negócios ou após jantares formais.


Café do Sul de Minas
O Sul de Minas é, isoladamente, a maior região produtora de cafés do Brasil. Com altitudes entre 850m e 1.250m, esta região é uma tradicional área de produção de café arábica a mais de um século. Mais de 70% das propriedades produtoras são de pequeno porte e a maior parte do restante de porte médio, embora algumas das maiores fazendas do Brasil estejam localizadas nesta área.
O sistema semi-mecanizado adotado na maior parte do Sul de Minas é compatível com topografia de montanha e também com plantio adensado que vem sendo adotado nas áreas de relevo mais acidentado. A mecanização plena é possível nas áreas mais planas.
A cafeicultura do Sul de Minas se baseia na diversificação agrícola. Em média, apenas 15% da propriedade são usados para o cultivo do café, embora o café represente 70% da renda. Cerca de 300.000 pessoas moram em fazendas de café no Sul de Minas, representando 50% da mão-de-obra empregada, o restante da qual deriva das pequenas cidades da região. Existe um bom equilíbrio entre o café, outros produtos agropecuários e o meio ambiente local.
A maior parte do Café de Sul de Minas é processada por via natural. São cafés classificados como mole ou estritamente mole, encorpados com pouca acidez e um sabor doce característico. Os cafés cereja descascado têm um sabor parecido com o dos naturais, porém com uma maior consistência. Um número reduzido de produtores produz café pelo método despolpado.


Cafés Tradicionais
A tradição do que há de melhor em nossa terra, pode ser saboreada numa boa xícara de café que traz em si personalidade, sabor forte e marcante.
Os cafés tradicionais são aqueles cafés produzidos a partir de blends de grãos que valorizam o equilíbrio entre a excelência da bebida e o sabor. Estão disponibilizados no mercado hoje, em embalagens tipo "almofada" ou fechadas no sistema de vácuo. Enquadram-se aqui também os cafés extra-fortes.
O preparo ideal para essa bebida que se presta bem para o fechamento de negócios, reuniões de negócios ou informais, deve ser o de coador de pano ou papel ou ainda em cafeteiras domésticas. Uma dica importante é que o café seja consumido no máximo até uma hora do seu preparo, para não haverem perdas de aroma e sabor.

 

.:: Cafés Funcionais ::.
São produtos que fornecem algo mais que as características próprias de sua categoria, contribuindo para o bem-estar do consumidor ou satisfazendo sua necessidade de cuidados com a saúde como, por exemplo, cafés descafeinados, orgânicos, aromatizados, vitaminados, enriquecidos, etc...

 

A preocupação do homem em se aproximar da natureza, originou um mercado consumidor preocupado em adquirir produtos agrícolas sem agrotóxicos, por esses auxiliarem na preservação do meio ambiente e consequentemente a saúde humana.
O sistema de produção de café orgânico pode ser equiparado ao sistema tradicional de produção de café que se utilizava no final do século XIX.
São ideais para serem consumidos durante reuniões de negócios ou após jantares formais.
São cafés destinados a quem possui um estilo de vida diferenciado, mas não quer perder qualidade, nem sabor.
O processo de preparo desses cafés, ocorre com a remoção da cafeína dos grãos de café, envolvendo a imersão dos grãos em água e filtragem da cafeína por um filtro de carbono. Nesse processo há a remoção de todo o sabor do grão, que é reincorporado após a destilagem dos sabores retidos na água da imersão e sua posterior pulverização nos grãos.
Para quem prefere reduzir a ingestão de cafeína, basta dar preferência a cafés com torra clara ou média, preparados em máquinas de expresso.
São ideais para consumo após refeições leves, onde saladas e carnes brancas forem privilegiadas.
São cafés para quem gosta de sentir o aroma e o sabor da modernidade e quem tem um estilo de vida cosmopolita.
Comum nos países do Oriente Médio, onde o cardomomo e a canela são acrescentados desde a antiguidade, a produção do café aromatizado é realizada a partir da incorporação de óleos essenciais que contém aromatizantes como nozes, baunilha, cremes de frutas, entre outros.
Estes cafés são ideais para serem consumidos durante um happy-hour ou em reuniões informais, acompanhados principalmente de bolos, pães-de-queijo ou biscoitos caseiros.

Café das Matas de Minas
As Matas de Minas constituem a região produtora de café brasileira, caracterizada por uma topografia acidentada e grandes variações de altitude. Os fundos dos vales estão a 400m de altura enquanto as encostas das montanhas chegam a 1.100m. Cerca de 70% das propriedades estão localizados na faixa intermediária, cerca de 700m, ideal para o plantio de café.
As encostas íngrimes, junto com chuvas e solo favoráveis, tornam o cultivo do café uma das poucas alternativas agrícolas viáveis nesta área. O café é responsável por 70% da renda rural.

Embora a maioria das propriedades seja pequena e familiar, os plantios adensados estão crescendo em importância. A mecanização é utilizada em apenas 5% da área. A variedade Catuaí concentra 85% da produção e o Mundo Novo representa 9%.
O perfil de sabor dos cafés arábicas das Matas de Minas está intimamente ligado à altitude. O café plantado em altitudes mais baixas e no fundo dos vales sofre um processo de fermentação no pé. Este processo determina a bebida sabor Rio, altamente valorizada no preparo do café pelo estilo turco e muito vendido nos países do Oriente Médio e partes do Mediterrâneo. O café plantado nas altitudes superiores possui boa qualidade quando colhido, secado e processado de forma correta.

O despolpamento, utilizado em 5% da produção evitar o desenvolvimento da bebida Rio. O restante da colheita é processado por via natural. Existe um uso crescente do processamento por cereja descascado para produzir cafés com bebidas melhores.

.:: Blends de Regiões ::.
São os produtos que mantiverem um blend básico constante, formado predominantemente por cafés certificados de origem, segundo percentual mínimo estabelecido.